Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Tax Plastic Bags?

Ainda sou do tempo em que a minha avó se deslocava ao mercado com o carrinho de pano que servia para transportar as compras. Hoje esse hábito, que antes era generalizado, foi esquecido. Estima-se que anualmente sejam usados em Portugal 2 mil toneladas de sacos de plástico e sabendo que um saco de plástico demora entre 500 a 1000 anos a desaparecer, está bom de ver o problema que temos em mão. Urge alterar mentalidades e para isso tem de o Estado contribuir. Aventam-se várias soluções:

Taxar os Sacos de plástico

Em vigor na Irlanda, França Itália ou Bélgica fez com que a utilização de sacos de plástico se reduzisse drasticamente. Bem podem alegar que a tributação dos sacos de plástico assume-se como uma forma de arrecadar receita, mas é em boa verdade a que melhor efectiva a utilização de alternativas aos sacos de plástico.
Em Portugal o Plus, o Lidl e o Pingo Doce já “vendem” sacos de plástico.
Poder-se-ia colocar a questão da violação do princípio da dupla tributação, uma vez que os sacos “pagam” já uma taxa que reverte a favor da Sociedade Ponto Verde.

Proibir a venda e distribuição gratuita de sacos de Plástico

Uma medida drástica, em vigor em São Francisco (EUA) e que obrigou à utilização de outro tipo de sacos, nomeadamente os de papel.

Um passo importante no que a esta matéria diz respeito, foi dado no sentido de garantir uma espessura mínima para os sacos de plástico garantindo a sua reutilização. A verdade é que na ânsia de diminuir os custos inerentes aos mesmos vinha-se produzindo sacos de espessura diminuta que não favoreciam a reutilização, pois acabavam por se rasgar logo na primeira utilização.

O Governo avançou com a possibilidade de taxar os sacos, mas acabou por recuar propondo agora a distribuição de sacos de pano ou de papel como forma de incentivar a não utilização de sacos de plástico. As medidas supra enunciadas são, ainda que radicais, as mais correctas tendo em conta a dimensão do problema ambiental.

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